DOTA 2, além das linhas de programação ...


DOTA 2 é um jogo que permite aos jogadores a escolha de mais de 100 heróis para jogar uma batalha. Trata-se de um pequeno mapa com algumas torres e quem invadir e quebrar as torres do adversário primeiro, ganha a partida. São dois times compostos cada um por 5 jogadores. A estratégia é fundamental para vencer a batalha e ela já deve ser definida no momento da escolha dos heróis.  Cada herói tem um conjunto de habilidades e atributos que os tornam únicos e isso faz bastante diferença na estratégia do jogo. Existem heróis mais fortes, outros mais ágeis e outros mais “inteligentes”.
É um jogo fascinante pois permite aproximadamente mais de 120 milhões de combinações possíveis para se montar um time. Já imaginou? Fora a escolha desses heróis, ainda há a escolha dos itens que você pode fazer durante a partida, isso torna o jogo extremamente bastante complexo e desafiador.
Deixando um pouco o jogo de lado, o que também chama bastante a atenção são os humanos. Sim, as escolhas são feitas por humanos e é aí onde há milhões de análises a serem feitas. Sempre falam na importância da diversidade em uma equipe. É preciso unir força, inteligência e agilidade para montar uma boa estratégia, mas quando a inteligência falta nos humanos, podemos assistir e entender os motivos de suas derrotas.  

Assim como no futebol, o dota tem “atacantes” e “zagueiros”. A ideia da equipe é fortalece o time mais rápido que o adversário e, consequentemente, destruir sua base. Exatamente, fortalecer o “TIME”, e é aí onde começam os problemas. Muitas vezes, entramos em uma partida on-line, com mais 4 jogadores desconhecidos e todos querendo ser o Lionel Messi do DOTA, aí surgem os problemas. Já imaginou montar um time com 11 atacantes? Isso não raro no DOTA, todos querendo ser os melhores em campo e marcar muitos gols, que no DOTA seriam KILLS (quantidade de vezes que você mata um adversário).
Somos criados em uma sociedade que valoriza bastante o goleador e menospreza o zagueiro, mas sem um zagueiro forte, não há como a figura do atacante brilhar. É algo simples, mas que muitas vezes é o que ocasiona a derrota na arena de combate. Nenhum Neymar evita um 7 a 1, existem muitas habilidades em jogo. É preciso aprender a jogar em equipe, é preciso aprender a ser complacente e assumir responsabilidades. Dificilmente você verá alguém se culpando por uma derrota, é mais fácil procurar um bode expiatório para culpar e descarregar nossas frustrações.
No meio disso tudo, estamos em busca de melhorar nossas estatísticas, de aumentar nossos elogios e aumentar a nossa porcentagem de vitórias. Essa busca geralmente é levada bastante a sério por muitos jogadores e torna o DOTA 2 um ambiente bastante competitivo, a brincadeira é muitas vezes deixada de lado, pois muitas vezes um 7 a 1 pode se tornar um 7 a 8 e você fica sem entender como isso aconteceu e mais uma vez os derrotados culparão uns aos outros ao invés de fazer análises críticas e construtivas para buscar melhores estratégias.   

Assim como no DOTA, temos que aprender a lidar com diversas pessoas, diversos “heróis” que fazem parte da nossa família e amigos, que são nossos verdadeiros times e que sem eles fica muito mais difícil de vender qualquer batalha. Jogar em equipe é bastante complicado quando não há uma estratégia bem definida, mas quando cada um de nós cumpre com responsabilidade suas obrigações de acordo com suas habilidades, fica mais fácil sobreviver às adversidades.

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